quarta-feira, 11 de julho de 2012

Notícia: UNHCR Reports 54 Persons Dead After Migrant Boat Drifts in Mediterranean for 15 Days

«The UNHCR reported yesterday that UNHCR staff interviewed the sole survivor of a migrant boat that departed from Tripoli for Italy in late June with 55 people on board.  The survivor was interviewed in Zarzis, Tunisia. “According to the survivor, there was no water on board and people started to die of dehydration within days. Many drank sea water, including the man who survived. He was rescued [off the coast of Tunisia] floating on the remains of the [inflatable] boat and a jerry can. According to the survivor over half of the deceased were from Eritrea, including three of his relatives.”  According to the UNHCR press statement “[s]o far in 2012, over 1,300 people have arrived by boat from Libya in Italy. A boat, reportedly carrying 50 Eritreans and Somalis, is currently at sea. They refused to be rescued by Maltese military forces [on 9 July].  Over 1,000 people on 14 boats have arrived in Malta from Libya so far this year. Two other boats were intercepted by Maltese authorities, but the majority elected not to be rescued and continued to Italy.  UNHCR Italy estimates that so far this year some 170 people have been declared dead or lost at sea attempting to make the journey from Libya to Europe.”»

terça-feira, 3 de abril de 2012

Notícia: Luto no Mediterrâneo continua


LAMPEDUSA, ITÁLIA (ANSA) - Pelo menos 10 imigrantes, sendo seis somalis e quatro eritreus, morreram em alto mar durante uma travessia entre a Líbia e a costa italiana, informaram outros estrangeiros resgatados ontem em um bote próximo à ilha de Lampedusa, no sul da Itália. (...)
Os imigrantes, todos de países da África, contaram que os seus companheiros de viagem teriam se afogado ao caírem no mar. (...)
"É necessário aumentar o monitoramento no [Mar] Mediterrâneo por parte das autoridades dos países costeiros para evitar que se repitam estas tragédias no mar", disse Laura Boldrini, porta-voz na Itália Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

sábado, 31 de março de 2012

Notícia: Erros em catadupa deixaram dezenas de imigrantes ilegais a morrer no mar

Erros em catadupa deixaram dezenas de imigrantes ilegais a morrer no mar


«Uma série de falhanços cometidos por barcos da NATO, navios comerciais e várias guardas-costeiras europeias conduziram à morte de dezenas de pessoas, deixadas à deriva no mar Mediterrâneo enquanto tentavam imigrar clandestinamente, denuncia um relatório hoje divulgado pelo Conselho da Europa.
O inquérito – que se focou no desastre de um barco oriundo de Trípoli em Março passado, com 72 africanos a bordo – concluiu, ao fim de nove meses de investigações, que vários erros humanos e institucionais se amontoaram, conduzindo a que a embarcação de refugiados, com destino à ilha italiana de Lampedusa, fosse deixada à deriva sem nenhuma resposta dada durante 16 dias aos seus pedidos por ajuda. Apenas nove pessoas sobreviveram.

O autor do documento, o sueco Tineke Strik, descreveu o acidente como “um dia negro para a Europa”, tendo exposto o que definiu como “diferentes padrões no julgamento do valor da vida humana” – reiterando aqui as críticas já antes feitas pelo presidente da assembleia parlamentar do Conselho Europeu (organismo que tutela o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos), Mevlüt Çavusoglu, o qual condenou as autoridades transatlânticas por os imigrantes clandestinos terem sido “deixados a morrer”.

“Podemos falar tanto quanto quisermos sobre direitos humanos e a importância de cumprir as obrigações internacionais, mas se ao mesmo tempo deixarmos pessoas a morrer – talvez porque não sabemos quem são ou porque vêm de África – tal revela o quão insignificantes são essas palavras”, criticou aquele responsável do Conselho Europeu, citado pelo diário britânico The Guardian.

Segundo o inquérito foram cometidos erros por barcos militares e comerciais que navegam na área em que se encontrava a embarcação de refugiados. O documento denuncia também falhas por parte das guardas costeiras que receberam os pedidos de ajuda assim como “uma total confusão sobre quais eram as autoridades responsáveis para pôr em execução uma operação de salvamento”.

Tudo isto, é argumentado no relatório, “expõe a falta de planeamento a longo prazo pelas Nações Unidas, pela NATO e países europeus sobre o inevitável aumento de refugiados a abandonarem o Norte de África, durante a intervenção militar internacional na Líbia”, que levou à queda do regime de Muammar Khadafi.»

segunda-feira, 19 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

AFP: UN refugee agency warns Italy to prepare for boat people

AFP: UN refugee agency warns Italy to prepare for boat people


 «ROME — The UN's refugee agency called on Italy Thursday to speed up preparations on the tiny island of Lampedusa for a possible new wave of refugees fleeing the Horn of Africa and the Middle East.

"With ongoing crisis situations in various regions we know there are vast movements of people across borders," said Laura Boldrini, UNHCR spokeswoman.
Some are heading to countries such as Libya and Tunisia which have served as departure points for boats of refugees headed for Lampedusa in the past.
"Lampedusa port has been declared unsafe and the welcome centre is unusable. The government needs to reactivate the facility and declare the zone safe. We're not currently in a position to respond to an emergency," she said.»